21.10.01
Eu não ligo se os domínios terminados em "cc" não pertencem a americanos. Quadrinhos como estes são anti-patrióticos.George W Bush, presidente dos Estaos Unidos, em um pronunciamento imaginado por mim. (RSF)
20.10.01
Não li nada ontem, tirando receitas. Acordei tarde e tinha um eletricista aqui em casa trocando a fiação, então nada de computador. Depois saí para comprar os ingredientes de um jantar japonês que organizei. Fiquei enfiado na cozinha até quase meia-noite preparando as coisas, sentando então para comer e conversar com meus convidados.
Hoje, só li uns capítulos do Baudolino do Umberto Eco enquanto enrolava para lavar (sozinho, já que Conça me deu o golpe) a louça toda. Estou me sentindo analfabeto. E com as mão ressecadas, o que é mais grave ainda.
Por outro lado, ganhei um Amores Difíceis, do Italo Calvino - que já tinha. Como quem me deu também comprou O General no Labirinto, vamos trocar. Além dele, ganhei Sandman - O Livro dos Sonhos, uma antologia com histórias inspiradas nos personagens criados porNeil Gaiman.
Também "ganhei" uma encadernação de Moonshadow, uma história em quadrinhos muito legal de Jonh J. Muth e J. M. de Matteis. A arte é linda e a história é muito boa, sendo uma biografia do personagem de antes de ele nascer até chegar à idade adulta.
"Ganhei" porque um amigo me devolveu depois de um ou dois anos com ele, sem que eu lembrasse onde estava o livro - que era de um outro amigo meu. Normalmente eu devolveria, mas como fiz um serviço para ele e não fui pago, resolvi abrir uma exceção. (RSF)
Hoje, só li uns capítulos do Baudolino do Umberto Eco enquanto enrolava para lavar (sozinho, já que Conça me deu o golpe) a louça toda. Estou me sentindo analfabeto. E com as mão ressecadas, o que é mais grave ainda.
Por outro lado, ganhei um Amores Difíceis, do Italo Calvino - que já tinha. Como quem me deu também comprou O General no Labirinto, vamos trocar. Além dele, ganhei Sandman - O Livro dos Sonhos, uma antologia com histórias inspiradas nos personagens criados porNeil Gaiman.
Também "ganhei" uma encadernação de Moonshadow, uma história em quadrinhos muito legal de Jonh J. Muth e J. M. de Matteis. A arte é linda e a história é muito boa, sendo uma biografia do personagem de antes de ele nascer até chegar à idade adulta.
"Ganhei" porque um amigo me devolveu depois de um ou dois anos com ele, sem que eu lembrasse onde estava o livro - que era de um outro amigo meu. Normalmente eu devolveria, mas como fiz um serviço para ele e não fui pago, resolvi abrir uma exceção. (RSF)
19.10.01
Olha só! Um texto do Joselito - de Hermes e Renato - saiu na New Yorker! Sem noção, né seu editor? (RSF)
From Hell - o filme - acabou de ser lançado nos EUA. Pela primeira resenha que li, o resultado ficou pior que o esperado. Por outro lado, um comentário como The Hughes brothers' portrait of Jack the Ripper and Victorian England misses the intricate and disturbing nature of the graphic novel on which their film is based. não é de todo mau.
Apesar de preferir que os filmes baseados em hqs prestem, não ligo se não forem nenhuma maravilha - o importante é que os autores do original ganhem bastante dinheiro para poder se dedicar a coisas mais ousadas que super-heróis. Se meia dúzia de gatos pingados se interessarem pelo original e hqs em geral é lucro. (RSF)
Apesar de preferir que os filmes baseados em hqs prestem, não ligo se não forem nenhuma maravilha - o importante é que os autores do original ganhem bastante dinheiro para poder se dedicar a coisas mais ousadas que super-heróis. Se meia dúzia de gatos pingados se interessarem pelo original e hqs em geral é lucro. (RSF)
18.10.01
Acho interessante como os princípios morais vão dar um longo passeio quando as dificuldades aparecem. Como na "guerra contra o terror" e nas centenas de crises nacionais não resolvidas. Em lugar de admitir que se está agindo de forma errada, tenta-se colocar o que é visto como o necessário como o correto.
Newspeak, anyone? (RSF)
Newspeak, anyone? (RSF)
Há um outro país dentro do Brasil. É o Califado Malê do Brasil, de tradição mulçumana e inspirado na Revolta dos Malês. O país é a primeira micronação criada por brasileiros. (RSF)
17.10.01
Há algum tempo ando curioso para ler VS Naipaul, mas fico enrolando para encomendar. Daí o cara ganha o Nobel e todo mundo vai saber quem é. Sem falr que os preços dos livros vão subir.
Só pra registrar, eu gostava de Madredeus antes de Os Maias. E de Alan Moore antes de fazerem o filme de From Hell. (RSF)
Só pra registrar, eu gostava de Madredeus antes de Os Maias. E de Alan Moore antes de fazerem o filme de From Hell. (RSF)
Acompanhando as visitas a esta página - malmente aceitáveis por sinal - costumo dar uma olhada em como as pessoas vêm parar aqui. Mecanismos de busca, Arredores e alguns blogs, na maior parte das verdes.
Normalmente, não encontro nem um link dos blogs para cá e nem blogs, interessantes - para piorar. Mas essa semana, rolou um link num blog legal. O Lanceiro Livros, do jornalista e escritor Flávio Fernandes. Além do Lanceiro, o Flávio também cuida do Lanceiro Livros (RSF)
Normalmente, não encontro nem um link dos blogs para cá e nem blogs, interessantes - para piorar. Mas essa semana, rolou um link num blog legal. O Lanceiro Livros, do jornalista e escritor Flávio Fernandes. Além do Lanceiro, o Flávio também cuida do Lanceiro Livros (RSF)
Assim como fico passando os canais na minha tv sem Net na esperança que algo interessante se materialize, fico visitando os túmulos do Suck e da Feed, esperando que voltem à vida por milagre. Até agora nada.
Mas achei algo que não tinha lido na Feed: uma matéria sobre o Canal do Panamá.
Hoje, em vez do Suck, tento preencher minha cota de extravagâncias, comentários e infomações com blogs, mas toda quarta me dá uma saudade da Polly... (RSF)
Mas achei algo que não tinha lido na Feed: uma matéria sobre o Canal do Panamá.
Hoje, em vez do Suck, tento preencher minha cota de extravagâncias, comentários e infomações com blogs, mas toda quarta me dá uma saudade da Polly... (RSF)
16.10.01
As Quickies da Nerve são muito legais. Principalmente quando juntam coisas tão díspares e importantes quanto computadores, RPG e pornografia. Way to go! (RSF)
15.10.01
Bom, como eu ia dizendo, o FBI: se eu morasse nos EUA, processava este Bureau por atos de terrorismo! Sério! Poucas vezes vi, por parte de uma agência governamental (qualquer agência; de qualquer governo) algo tão idiota, inconseqüente e ineficaz quanto o alerta que eles deram na quinta-feira aos cidadãos americanos para ficarem espertos, pois estavam prevendo atos de terrorismo para os próximos dias, next several days , isto é, vários próximos dias. Só não sabiam dizer onde, quando ou como.Cora Rónai - do InternETC - na sua coluna do Globo. (RSF)
Isso como se aquela gente já não estivesse subindo parede de costas! Basta dizer que, nas 24 horas seguintes, recebi três e-mails de amigos americanos extremamente nervosos, para dizer o mínimo. A serviço de quem está este bando de Agentes 86? Do Bin Laden?!
Tudo bem, os hipotéticos computadores quânticos seriam muito difíceis de invadir, mas impossíveis é um pouco demais. Desde sempre é "impossível" invadir qualquer sistema bem projetado, segundo os especialistas de segurança. E vem acontecendo direto, há um bom tempo.
Que força bruta não va adiantar, não vai. Mas abordagens mais elegantes, quem sabe. (RSF)
Que força bruta não va adiantar, não vai. Mas abordagens mais elegantes, quem sabe. (RSF)
Sem-tetos do Rio Grande do Sul espalharam cinco perguntas pela Internet, tentando saber mais sobre a vida dos seus colegas pelo mundo. As respostas vão ser usadas para pedir aos políticos melhorias nas suas condições de vida. (RSF)
Apesar do que tem se tentado fazer parecer, a Cultura Ocidental (se é que existe uma só) não é superior à Cultura Oriental (idem). Acreditar nisso é negar as características mais importantes da Cultura Ocidental: pluralismo e tolerância.
Umberto Eco explica. (RSF)
Umberto Eco explica. (RSF)
Mais do que uma ameaça real, a imagem de terroristas usando armas biológicas para atacar populações é uma metáfora das preocupações que surgiram com a engenharia genética. Claro que um homem como Lex Luthor seria capaz de empregar germes, mas nada se provou até agora. (RSF)
Eu fico impressionado com a quantidade de tiras sobre videogames que existem por aí. Além de Player vs Player e Little Gamers, que já indiquei aqui, devem existir mais uns dois milhões ou coisa que o valha. Acompanho poucas - só mais uma, na verdade - Penny Arcade, que costuma ser algo ácida.
Quer dizer, Penny Arcade era a única, hoje descobri MegaTokio - que até onde eu sei conta a história de dois viciados em jogos que vão parar em Meca, ou melhor, Tóquio. (RSF)
Quer dizer, Penny Arcade era a única, hoje descobri MegaTokio - que até onde eu sei conta a história de dois viciados em jogos que vão parar em Meca, ou melhor, Tóquio. (RSF)
14.10.01
With hindsight, I imagine it's a problem that will be familiar to anyone working in a research-based or semi-documentary field, and it further strikes me that the nature of the phenomenon is probably mathematical. There's a form that's frequently used to exemplify fractal mathematics known as the Koch Snowflake. What this is, basically, is an equilateral triangle. An iterative computer program is applied to this and told to append a smaller equilateral triangle, exactly half the size of the original, to each of the three exposed sides. This gives a sort of Star-of-David shape, which now has twelve exposed sides. The computer will then add half-sized equilateral triangles to each of the three exposed sides. The computer will then add half-sized equilateral triangles to each of these twelve new facets, making the basic star shape more prickly and giving it lots of new exposed facets to which the computer will continue to add half-sized equilateral triangles ad infinitum. As you can imagine, the perimeter line of the shape becomes crinklier and pricklier with each new iteration of the program. The interesting thing is that since the original equilateral triangle can be drawn within a circle of a given diameter and area, the area of the resultant snowflake-like shape can never exceed the area of the original circle. The perimeter of the snowflake, on the other hand, can become infinite.Alan Moore, num extenso diálogo com David Sim, explicando as razões pelas quais eu demoro escrevendo qualquer coisa mais complexa que um hai-kai.
Acho que não foi a intenção, mas larga lá. (RSF)
13.10.01
Enquanto continuo lendo Baudolino - que conta a história de um cara muito mentiroso na Europa Medieval - achei esse texto sobre a maneira sobrenatural com que muitas vezes encaramos as mentiras, como se fossem capazes de se tornar realidade. (RSF)
Li um artigo hoje sobre a pena de morte nos EUA, no qual o autor analisa o trabalho de dois economistas que chegaram à conclusão que a pena de morte é realmente capaz de impedir novos assassinatos. Para chegar a esta conclusão, eles criaram uma equação que leva em conta diversos aspectos que podem influenciar assassinatos.
A abordagem é interessante, apesar de realmente não entrar na questão. Matar é realmente a única forma de impedir e prevenir assassinatos? Se as diversas variáveis da equação fossem maximizadas ou minimizadas, qual seria o número de vidas salvo? (RSF)
A abordagem é interessante, apesar de realmente não entrar na questão. Matar é realmente a única forma de impedir e prevenir assassinatos? Se as diversas variáveis da equação fossem maximizadas ou minimizadas, qual seria o número de vidas salvo? (RSF)
2. Turns of Phrase: Asymmetrical warfareMichael Quinion, do World Wide Words, uma das publicações disponíveis por e-mail mais legais que conheço. (RSF)
Much of western military thinking and preparation has traditionally assumed that conflicts will involve conventional warfare against an opponent of roughly comparable might, using similar weapons on a known battlefield. However, military experts have been pointing out for years that resistance forces in places like Chechnya have been conducting a very different kind of war, in which defenders fight on their own terms, not those of the enemy - petrol bombs against tanks, for example. This has been given the name of 'asymmetrical warfare' by counter-terrorism experts, a term that appears to date from the early 1990s. In it, a relatively small and lightly equipped force attacks points of weakness in an otherwise stronger opponent by unorthodox means. All guerrilla activity, especially urban terrorism, falls within this definition. The attacks on the US on 11 September are a textbook example and the term has had wide coverage since. Some writers extend the idea to any military situation in which a technically weaker opponent is able to gain an advantage through relatively simple means. An obvious example is the landmine - cheap and easy to distribute, but difficult to counter. Another example sometimes given is anti-satellite attacks, in which it is much easier and cheaper to knock out space-based weapons than to put them in place to start with.
What I read is lots of non-fiction, because that's the real root of ideas. Read a lot of fiction and you'll end up saying, "hey, I could steal that bit." It's a bad habit to get into.Steven Grant, acabando com o truque de quase todos os escritores do mundo. (RSF)
Ao mesmo tempo em que bombardeiam o Afeganistão, os Eua estão jogando comida e folhetos com propaganda. Se isso não for um jeito de se livrar de possíveis problemas com os civis - já que o país é lotado de minas - não está dando muito certo. Propaganda e relações exteriores que dependam de uma percepção vagamente multicultural não são o forte dos americanos.
E, francamente, querer que os países aliados no Oriente Médio façam mais do que estão faznedo é meio queixo demais, dado o histórico das ações (ou falta de ações) americanas na região. (RSF)
E, francamente, querer que os países aliados no Oriente Médio façam mais do que estão faznedo é meio queixo demais, dado o histórico das ações (ou falta de ações) americanas na região. (RSF)
11.10.01
Achei pela casa hoje de manhã um álbum com As Aventuras do Califa Harrum Ahal Mofadah, uma história em quadrinhos com texto de Goscinny e desenhos de um Tabary que não me lembro de ter ouvido falar.
A álbum é formado por uma série de histórias nas quais o Grão-Vizir Iznogud tenta tomar o ugar do Califa. Basicamente, as histórias são comédias de erros cheias de trocadilhos. Se não me engano, havia um desenho pavoroso baseado nos quadrinhos, mas não lembro de ter assistido.
Legal e tal, mas Asterix ainda é o melhor trabalho de Goscinny. (RSF)
A álbum é formado por uma série de histórias nas quais o Grão-Vizir Iznogud tenta tomar o ugar do Califa. Basicamente, as histórias são comédias de erros cheias de trocadilhos. Se não me engano, havia um desenho pavoroso baseado nos quadrinhos, mas não lembro de ter assistido.
Legal e tal, mas Asterix ainda é o melhor trabalho de Goscinny. (RSF)
A primeira vez que eu ouvi falar de Pokémon foi em 1997, quando um episódio causou convulsões e mal estar em uma pancada de japonesinhos. Agora eu descubro uma outra possibilidade para os ataques: histeria coletiva.
Pi-kapi!! (RSF)
Pi-kapi!! (RSF)
Os americanos estão tentando de tudo para entender qual é a desses maometanos. Até os filmes.
A única coisa que aprendi nos filmes iranianos, por exemplo, é o Irã é um lugar muito chato e sujeito a terremotos, onde as pessoas bebem um refrigerante verde em garrafas de Coca-cola. Pode não ser muito, mas já é um começo. (RSF)
A única coisa que aprendi nos filmes iranianos, por exemplo, é o Irã é um lugar muito chato e sujeito a terremotos, onde as pessoas bebem um refrigerante verde em garrafas de Coca-cola. Pode não ser muito, mas já é um começo. (RSF)
É muito bom ver esse tipo de coisa. Sorte que em todo o lugar existem pessoas dispostas a serem chamadas de anormais, inimigas da pátria e coisas do tipo para tentar causar alguma reflexão.
Cara, como eu odeio a New Republic! É pior que o Jornal Nacional e os pronunciamentos do Paulo Renato juntos. (RSF)
Cara, como eu odeio a New Republic! É pior que o Jornal Nacional e os pronunciamentos do Paulo Renato juntos. (RSF)
10.10.01
TV:This is Channel X wishing Edie Sawyer - AKA U-Go Girl - the best of luck in her battle against what might just be the thoughest adversary she'll ever face. Sawyer has just checked into the exclusive Pat Downey clinic, where she'll receive a little professional help in her courageous struggle with -Dois membros da X-Force conversando na em X-Force 119
Orphan: Pain Killers and Alcohol?
Coach: We tought it struck the right note between pathos and self-abuse.
Gostei bastante deste número: menos pancadaria e mais interação entre os membros da banda - quer dizer - super-equipe. Se bem que eles parecem mesmo uma banda, tipo Backstreet Boys ou N'Sync: decisões controladas por um empresário, assessores de imprensa noticiando cada passo (e criando alguns) e membros brigando por mais espaço. Só duvido que o empresário do Five já tenha incentivado algum membro a matar o outro para ter mais espaço na tela. Mas quem sabe?
Outra coisa legal deste número é a seção de cartas: vários leitores dando os parabéns pelos novos rumos da revista e um outro tanto dizendo algo na linha de vocês acabaram com minha revista preferida. Morram.
Mais para minha Teoria Mais do Mesmo dos Quadrinhos ®. (RSF)
After the attack, people started calling and asking for Cipro for anthrax. People wouldn't be doing this if they didn't believe there was a credible threat.Tania Malik, CEO de um site que vende remédios, comentando o aumento das vendas.
Tudo bem que apareceram alguns casos essa semana e que a vacina é muito difícil de achar, mas qual é realmente o crescimento da doença? O suficiente para indicar algum ataque planejado? E alguém lembra das pessoas que entraram em pânico com os possíveis danos do Bug do Milênio? Aquelas que acabaram fazendo papel de bobos?
Tomara que seja o caso de novo. (RSF)
9.10.01
Advogada pede na Justiça autorização para bombardear os EUA
Na falta de comentário melhor: eu, hein? (RSF)
Na falta de comentário melhor: eu, hein? (RSF)
Está sendo lançado nos EUA um livro sobre Tintin e seu criador Hergé, Tintin - The Complete Companion.
Eu nunca gostei muito das histórias do Tintin. Elas são bem legais, cheias de aventura e lugares exóticos e os desenhos são fantásticos. Mas, nos mesmos termos de aventuras e lugares exóticos, sempre gostei mais de Asterix e das histórias do Tio Patinhas feitas pelo Carl Barks.
Se eu pudesse ser qualquer coisa, queria - em ordem - ser membro de uma célula cool dos Invisíveis, membro da Liga da Justiça (escrita por Morrison), sobrinho do Tio Patinhas e multimilionário.
Jornalista deve estar em algum lugar entre os dez primeiros. (RSF)
Eu nunca gostei muito das histórias do Tintin. Elas são bem legais, cheias de aventura e lugares exóticos e os desenhos são fantásticos. Mas, nos mesmos termos de aventuras e lugares exóticos, sempre gostei mais de Asterix e das histórias do Tio Patinhas feitas pelo Carl Barks.
Se eu pudesse ser qualquer coisa, queria - em ordem - ser membro de uma célula cool dos Invisíveis, membro da Liga da Justiça (escrita por Morrison), sobrinho do Tio Patinhas e multimilionário.
Jornalista deve estar em algum lugar entre os dez primeiros. (RSF)
No final da Segunda Guerra Mundial, os cientistas alemães que criaram os V2 foram capturados por russos e americanos, dando início à Corrida Espacial. Em Ministry of Space, de Warren Ellis e Chris Weston, os ingleses chegam antes e ficam com todos os cientistas, dando resultados bem diferentes do que aconteceram de verdade. E bem mais legais, como o primeiro satélite sendo lançado em 1948.
A primeira edição da série está disponível aqui, mas você vai precisar do Acrobat Reader 5 para ler. (RSF)
A primeira edição da série está disponível aqui, mas você vai precisar do Acrobat Reader 5 para ler. (RSF)
assim ensinou-me as Letras scriptas com cascudos na cabeça só que depois com maior intimidade començou a dizer que iovem forte que linda cabeça de Lião deixa ver se esses braços são fortes et o pecto et deixa tocar ai onde começam as Pernas pera ver se tua sauude é boa foi quando entendi aonde ia acabar e dei-lhe huma geolhada nos ovos quer dizer nos Testivula et elle se dobrou todo dizendo com os diabos vou dizer pera as pessoas de Merengo que estás endemoniado et assim vão te queymar está bem mas vou dizer promeiro que te vi de noite quando o metias na Bocca de uma brouxa vel brouxa et vamos ver quem é que vão achar que está endemoniado então elle disse espera fallei isso pera rir et quiria ver se eras hum menjno temente ao senhor vamos esquecer isso tudo vem amanhã que eu te ensino a escreber pois ler é coisa que não custa nada apenas ver et mover os lábios mas se escrebes drento do livro é preciso ter folheas et Tinta et calamus que alba pratalia arabat et niguem semem seminabat porque elle falava em latimBaudolino, começando a registrar num proto-italiano (traduzido, aliás) suas aventuras na escrita em Baudolino, de Umberto Eco. (RSF)
et disse para elle basta saber ler et assim aprendes o que ainda não sabias ao passo que ao escreber escrebes apenas o que jaa sabes patientia melhor ficar sem saber escreber mas rrabo é rrabo
8.10.01
Tem gente que reclama que Invisíveis ou as coisas de Crumb são estranhas. Acho que eles nunca lembrar dessas aberrações comerciais ou doutrinárias. (RSF)
Se eu tivesse dinheiro para investir, ia ser em companhias de biométrica. Depois dos ataques terroristas nos EUA, as ações já começaram a subir. E vão continuar assim enquanto oito em dez americanos continuarem achando que restrições à liberdade são fundamentais para combater o terrorismo.
Quando caírem em si, já foi, decente. Aconteceu a mesma coisa que na Inglaterra, onde as câmeras servem para tudo, menos para capturar terroristas.
Como King Mob, ele mesmo um terrorista (mas eticamente orientado), disse:
Isso me dá uma idéia... (RSF)
Quando caírem em si, já foi, decente. Aconteceu a mesma coisa que na Inglaterra, onde as câmeras servem para tudo, menos para capturar terroristas.
Como King Mob, ele mesmo um terrorista (mas eticamente orientado), disse:
That's why they can never hope to win. Chaos sneaks in every time.Uma das coisas que complica um pouco a adoção dessas tecnologias é aquelas histórias onde o bandido arranca o olho, mão ou escambau de alguém para entrar em algum lugar.
They can cover the world with cameras, but they can't stop the guys in the monitor rooms from jerking off or playing the fifteenth sequel to "Doom" for the hundredth time. Total bloody chaos.
Isso me dá uma idéia... (RSF)
6.10.01
Aproveitando os restos de subvenção estatal que me restam, consegui arrastar meus pais para o shopping numa tarde de sábado. Além de roupas - que não interessam nem um pouco a vocês, imagino - persuadi minha mãe a comprar (para ela, ainda por cima) o novo romance do Umberto Eco O Baudolino.
Seria um grande favor para minha mãe se:
1. Ela não estivesse atolada de trabalho e com uma pilha de livros comprados nos últimos anos para ler.
2. Os livros dela (e do meu pai) não sentissem uma atração irresistível para a minha biblioteca.
Acho que vou colocar o livro novo, daqui um ou dois meses entre o Dicionário de Símbolos que ela ganhou de aniversário e o Vigiar e Punir. Antes que você me ache muito mau, eu prometo que deixo ela ler. Algum dia. (RSF)
Seria um grande favor para minha mãe se:
1. Ela não estivesse atolada de trabalho e com uma pilha de livros comprados nos últimos anos para ler.
2. Os livros dela (e do meu pai) não sentissem uma atração irresistível para a minha biblioteca.
Acho que vou colocar o livro novo, daqui um ou dois meses entre o Dicionário de Símbolos que ela ganhou de aniversário e o Vigiar e Punir. Antes que você me ache muito mau, eu prometo que deixo ela ler. Algum dia. (RSF)
Além de quadrinhos, roteiros de jogos e propostas para desenhos animados que nunca são feitos, Warren Ellis escreve uma coluna (atualizada bem de vez em quando) para o OP8. Neste número de Bad World, Bad Nun. (RSF)
5.10.01
Um bom lugar para encontrar alguém e fazer planos para depois são os museus. Pelo menos na Itália: quase 20% dos visitantes já se armaram! Melhor que isso só praisas (43%) e trens (22%).
Como não suporto praia e os únicos trens disponíveis aqui são aqueles lotados que vão pro subúrbio, acho que vou começar a passar mais tempo nos museus. Com um cachorro, para apelar. (RSF)
Como não suporto praia e os únicos trens disponíveis aqui são aqueles lotados que vão pro subúrbio, acho que vou começar a passar mais tempo nos museus. Com um cachorro, para apelar. (RSF)
Comprei a Wired do mês por R$5.00. Uma mulher que trabalha no mesmo lugar que minha írmã achou a revista e ia usar para limpar a vitrine da loja. Então ela resolveu trazer pra mim. A revista novinha, recém-comprada e esquecida.
Mas como minha irmã não é moleza, ela não ia deixar nada de graça. Daí os cinco contos. Menina miserável! (RSF)
Mas como minha irmã não é moleza, ela não ia deixar nada de graça. Daí os cinco contos. Menina miserável! (RSF)
4.10.01
Por que as tiranias do Século XX foram muitas vezes apoiadas e aplaudidas por filósofos e intelectuais? Mark Lilla e Platão tentam explicar. (RSF)
Eu adoro me torturar: visito sites de modelos e culinária, além de ler a Bravo todo o mês. Mas pior que todos eles juntos é este aqui. Todo o mês, várias coisas que eu quero e não tenho como encomendar. Pro pacote completo, acho que vou começar a ler a Quatro Rodas.
I just want something I can never have, indeed. (RSF)
I just want something I can never have, indeed. (RSF)
Não sei se por excesso de gibis (as duas últimas semanas foram boas nesse sentido) ou pelos óculos precisando de sustitutos, o fato é que não estou conseguindo ler só letrinhas no papel por muito tempo esses dias. Além disso, tanho achado a rede meio chata: todo artigo tem que começar com alguma variação de "depois de 9-11". A diversidade diminuiu bastante.
Por conta disso, tenho lido mais do que comentado aqui, como sempre. Sem falar nas coisas que leio e acho que não merecem comentário, nem prum lado nem pro outro. (RSF)
Por conta disso, tenho lido mais do que comentado aqui, como sempre. Sem falar nas coisas que leio e acho que não merecem comentário, nem prum lado nem pro outro. (RSF)
Como vão ficar os filmes depois dos ataques terroristas aos EUA? Melhores? Eu duvido: espero ver mais água com açúcar e histórias de época. Espero estar errado, mas vejo filmes sobre a Guerra da Independência Americana, Segunda Guerra e comédias adolescentes cada vez mais imbecis. E Meg Ryan, muita Meg Ryan. (RSF)
Hoje li Visitations uma "graphic novella" de C. S. Morse. Legal e tal. Comprei por conta da arte, muito boa por sinal.
A idéia inicial é boa, apesar da história ser pouco desenvolvida: um pastor tenta convencer uma mulher que Deus existe a partir de três matérias num jornal. Visitations é sensível e bonita sem ser brega, mas galtam páginas para o negócio ser bom mesmo, mas fiquei curioso para conhecer outros trabalhos do autor. (RSF)
A idéia inicial é boa, apesar da história ser pouco desenvolvida: um pastor tenta convencer uma mulher que Deus existe a partir de três matérias num jornal. Visitations é sensível e bonita sem ser brega, mas galtam páginas para o negócio ser bom mesmo, mas fiquei curioso para conhecer outros trabalhos do autor. (RSF)
3.10.01
Enquanto as coisas ainda estavam acontecendo em Washington e Nova Iorque em onde de Setembro, já tinha muita gente agindo na Internet. E não só jornalistas e blogueiros: antes mesmo das torres caírem, já tinha gente registrando domínios relacionados ao assunto.
Gostei bastante da ilustração dessa matéria. Apesar de ser um pouco genérica, ele não tem aquele "arzinho digital". (RSF)
Gostei bastante da ilustração dessa matéria. Apesar de ser um pouco genérica, ele não tem aquele "arzinho digital". (RSF)
This preference for style over substance is increasingly shaping Europe's political landscape, affecting even NATO and the European Union (EU). Although no doubt unsettling to conservative thinkers, this is actually a positive development, since state branding is gradually supplanting nationalism. The brand state's use of its history, geography, and ethnic motifs to construct its own distinct image is a benign campaign that lacks the deep-rooted and often antagonistic sense of national identity and uniqueness that can accompany nationalism. By marginalizing nationalist chauvinism, the brand state is contributing greatly to the further pacification of Europe.Trecho de um artigo da Foreign Affairs sobre como os estados nacionais estão aprendendo com as corporações. (RSF)
Depois de 11 de Setembro, os norte-americanos estão paranóicos com a possibilidade de Os Terroritas usarem armas biológicas desenvolvidas com tecnologia da ex-U.R.S.S. (aquele país grandão que ficava perto da China e da Europa). Ao mesmo tempo que "as autoridades" dizem que não há nada para se preocupar, estão rolando umas listas com dicas de prevenção.
Armas qu[imicas iam ser bem mais legais, principalmente aquelas que a CIA testou na década de 60. (RSF)
Armas qu[imicas iam ser bem mais legais, principalmente aquelas que a CIA testou na década de 60. (RSF)
2.10.01
Comecei, ontem, a ler Do Inferno, de Alan Moore - que trata dos assassinatos de Jack, o Estripador. Em vez da história de detetive que poderia se esperar, a série (que está sendo publicada no Brasil em 4 volumes pela Via Lettera) traça um panorâma - ou, melhor, faz uma autópsia - das circunstâncias dos assassinatos a partir de uma das teorias a respeito da identidade de Jack.
Ela guarda algumas semelhanças com Watchmen, como as metáforas e paralelos. o desenvolvimento dos personagens e - mais notadamente - a divisão da página em nova quadros que podem ser recombinados. Do Inferno, porém é maior que Watchmen em todos os sentidos, do número de páginas à ambição. Isso sem falar no trabalho de pesquisa: cada capítulo vem acompanhado de notas nas quais Moore separa realidade e explica por que fez determinadas escolhas na caracterização e nos "fatos".
Os desenhos de Eddie Campbell, estranhos à primeira vista, são perfeitos para o clima da história e são bastante detalhados.
Um filme baseado nos quadrinhos vai ser lançado em breve. Provavelmente não vai ser nada que faça justiça à obra, já que - para começar - o filme é a história de detetive que poderia se esperar. O comentário de Moore resume tudo. (RSF)
Ela guarda algumas semelhanças com Watchmen, como as metáforas e paralelos. o desenvolvimento dos personagens e - mais notadamente - a divisão da página em nova quadros que podem ser recombinados. Do Inferno, porém é maior que Watchmen em todos os sentidos, do número de páginas à ambição. Isso sem falar no trabalho de pesquisa: cada capítulo vem acompanhado de notas nas quais Moore separa realidade e explica por que fez determinadas escolhas na caracterização e nos "fatos".
Os desenhos de Eddie Campbell, estranhos à primeira vista, são perfeitos para o clima da história e são bastante detalhados.
Um filme baseado nos quadrinhos vai ser lançado em breve. Provavelmente não vai ser nada que faça justiça à obra, já que - para começar - o filme é a história de detetive que poderia se esperar. O comentário de Moore resume tudo. (RSF)
1.10.01
Se a Bíblia é a palavra de Deus, tudo que está nela é verdade, sem metáforas, símbolismo ou qualquer coisa do tipo. Afinal, por que Deus - autor de um plano inefável - ia complicar a coisa para nós?
Por isso existe gente que não acredita na Evolução das Espécies. Alguns até cientistas, por mais louco que seja. (RSF)
Por isso existe gente que não acredita na Evolução das Espécies. Alguns até cientistas, por mais louco que seja. (RSF)
30.9.01
Sabe Watchmen? Sabe Terry Gilliam? No fim dos anos 80, ele queria adaptar a história para o cinema e acabou não passando do roteiro. Agora, estão rolando histórias de um novo roteiro.
Um filme de Watchmen vai ser uma decepção, não importa o que eu vá esperando: a história é muito grande para ser contada em duas horas e pouco. (RSF)
Um filme de Watchmen vai ser uma decepção, não importa o que eu vá esperando: a história é muito grande para ser contada em duas horas e pouco. (RSF)
Continuando com os gibis da semana:
A X-Force 118 segue na linha do último número que li: personagens interessantes, narrativa em primeira pessoa pelo líder da equipe, alta taxa de mortalidade e motivações realistas (dinheiro e fama). Como não comprei o número imediatamente anterior, não sei como a história se desenvolveu.
Neste número, a equipe vai até Cuba - quer dizer, Bastrona - resgatar uma criança mutante que está sendo estudado por médicos de lá. A capa é ótima, apesar de nenhum barbudo aparecer na história.
Apesar de não ser nada fantástico, a revista diverte. Além do desenho de Allred ser ótimo e ser bom ver Milligan aumentando sua audiência, é bom ver os títulos da linha dos X-Men diferentes um dos outros. Aqui tem um comentário/resumo dos três primeiros números. (RSF)
A X-Force 118 segue na linha do último número que li: personagens interessantes, narrativa em primeira pessoa pelo líder da equipe, alta taxa de mortalidade e motivações realistas (dinheiro e fama). Como não comprei o número imediatamente anterior, não sei como a história se desenvolveu.
Neste número, a equipe vai até Cuba - quer dizer, Bastrona - resgatar uma criança mutante que está sendo estudado por médicos de lá. A capa é ótima, apesar de nenhum barbudo aparecer na história.
Apesar de não ser nada fantástico, a revista diverte. Além do desenho de Allred ser ótimo e ser bom ver Milligan aumentando sua audiência, é bom ver os títulos da linha dos X-Men diferentes um dos outros. Aqui tem um comentário/resumo dos três primeiros números. (RSF)
29.9.01
Se você já jogou pelo menos uns três RPGs de videogame, vai reconhecer uma boa parte dessa lista de clichês do gênero. (RSF)
Cibergeografia é o estudo das relações espaciais das redes d(que também acabam sendo semânticas) e computadores. Assim como na ciência análoga no plano físico, grande parte dos estudos acabam sendo traduzidos em mapas, que agora foram reunidos num livro lançado recentemente.
Algumas imagens são lindas e - com um pouquinho de esforço para entender como elas representam a informação - dizem muito sobre a natureza da rede. (RSF)
Algumas imagens são lindas e - com um pouquinho de esforço para entender como elas representam a informação - dizem muito sobre a natureza da rede. (RSF)
Como seria Casablanca se fosse produzido pelos estúdios de hoje? Bruce Feirstein acha que seria bastante diferente, mas quando penso no filme acho que só os clichês mudariam. (RSF)
26.9.01
Dia de Gibi Novo
Recebi hoje o resultado de uma troca que fiz com um colega de uma lista de discussão. O pacote veio cheio de coisas legais: Marvel Século 21 1, As Aventuras da Liga Extraordinária 2 e 3 e X-Force 118.
Estava curioso para ler a Marvel Século 21 há um bom tempo, desde que ouvi falar das Ultimate Marvel: uma tentativa de atualização de personagens clássicos da Marvel, começando por Homem-Aranha e X-Men - os carros-chefe da editora. O propósito das Ultimate é apresentar os personagens a um público que não os conhece, jogando fora toda a bagagem de histórias do passado (que dificultam a compreensão pelos novos leitores).
Não gostei do nome da revista no Brasil. Marvel Século 21 já soa datado. Devo admitir que não tenho sugestões, já que também não gosto de adjetivos no nome. Mas de repente um "Revista Marvel" já dava pro gasto. A revista é barata - e o primeiro número foi mais ainda: Cem páginas em formato de revista por R$4,50. A capa já deixa claro que é uma "edição dupla de lançamento". Então, mês que vem cinqüênta páginas, regulando com o preço dos outros quadrinhos de super-heróis.
Não gostei da história do Homem-Aranha: já li a origem do personagem antes, nas originais por Stan Lee e Steve Ditko. É muito igual para ter alguma graça, mas imagino que é legal para quem não conhece. As mudanças são puramente cosméticas: a cantina da escola é substituída pela praça de alimentação do shopping, a pesquisa na biblioteca pela pesquisa na Internet. O comportamento dos jovens e o diálogo continua tão falso quanto nas histórias da década de 60. Se queriam que os personagens jovens fossem de fato jovens, deviam ter chamdo Mark Waid em vez de Brian Bendis.
A história dos X-Men é melhor, apesar de eu também já ter lido mil vezes: os X-men vão atrás de recrutas, salvando-os das encrencas em que se meteram. Os personagens são ligeiramente atualizados, mas nada para dar pulos. Na verdade, parece ter uma inconsistência entre o papel de alguns deles no grupo e a maneira que eles se comportam e - pelo menos num primeiro momento - eles me parecem meio alternativos demais. A mutação que dá poderes também deixa descolado? Pelo menos Mark Millar parece prestar um pouco mais de atenção no que acontece por aí.
Os uniformes também mudaram, inspirados pelos do filme, mas ainda não convencem: os bolados por Morrison são bem mais legais. E Jean Grey está de cabelos curtos, desrespeitando a lei que exige que toda a ruiva de verdade tenha pelo menos cabelo Channel.
Resumindo: para quem gostou do filme dos X-Men ou está curioso para ver o do Homem-Aranha, Marvel Século 21 é recomendável. Para quem gosta dos personagens, mas não está aguentando a má fase nas Premium da Abril, também. Pro resto, recomendo a New X-Men, escrita por Grant Morrison.
Para quem quer ler, tem uma pancada de edições no site da Marvel e uma ou duas no Zip Kids. Nunca consegui ler uma inteira na Zip Kids, sempre dá pau, mas quem sabe você tem sorte.
Para quem quer guardar as edições, dá para baixá las usando o Dot Comics Player. Mas R$4,50 não é tando assim, é? Compra, lê e dá para uma criança.
Depois escrevo sobre as outras. Me empolguei lendo os próximos números da Ultimate X-Men no site da Marvel. (RSF)
Recebi hoje o resultado de uma troca que fiz com um colega de uma lista de discussão. O pacote veio cheio de coisas legais: Marvel Século 21 1, As Aventuras da Liga Extraordinária 2 e 3 e X-Force 118.
Estava curioso para ler a Marvel Século 21 há um bom tempo, desde que ouvi falar das Ultimate Marvel: uma tentativa de atualização de personagens clássicos da Marvel, começando por Homem-Aranha e X-Men - os carros-chefe da editora. O propósito das Ultimate é apresentar os personagens a um público que não os conhece, jogando fora toda a bagagem de histórias do passado (que dificultam a compreensão pelos novos leitores).
Não gostei do nome da revista no Brasil. Marvel Século 21 já soa datado. Devo admitir que não tenho sugestões, já que também não gosto de adjetivos no nome. Mas de repente um "Revista Marvel" já dava pro gasto. A revista é barata - e o primeiro número foi mais ainda: Cem páginas em formato de revista por R$4,50. A capa já deixa claro que é uma "edição dupla de lançamento". Então, mês que vem cinqüênta páginas, regulando com o preço dos outros quadrinhos de super-heróis.
Não gostei da história do Homem-Aranha: já li a origem do personagem antes, nas originais por Stan Lee e Steve Ditko. É muito igual para ter alguma graça, mas imagino que é legal para quem não conhece. As mudanças são puramente cosméticas: a cantina da escola é substituída pela praça de alimentação do shopping, a pesquisa na biblioteca pela pesquisa na Internet. O comportamento dos jovens e o diálogo continua tão falso quanto nas histórias da década de 60. Se queriam que os personagens jovens fossem de fato jovens, deviam ter chamdo Mark Waid em vez de Brian Bendis.
A história dos X-Men é melhor, apesar de eu também já ter lido mil vezes: os X-men vão atrás de recrutas, salvando-os das encrencas em que se meteram. Os personagens são ligeiramente atualizados, mas nada para dar pulos. Na verdade, parece ter uma inconsistência entre o papel de alguns deles no grupo e a maneira que eles se comportam e - pelo menos num primeiro momento - eles me parecem meio alternativos demais. A mutação que dá poderes também deixa descolado? Pelo menos Mark Millar parece prestar um pouco mais de atenção no que acontece por aí.
Os uniformes também mudaram, inspirados pelos do filme, mas ainda não convencem: os bolados por Morrison são bem mais legais. E Jean Grey está de cabelos curtos, desrespeitando a lei que exige que toda a ruiva de verdade tenha pelo menos cabelo Channel.
Resumindo: para quem gostou do filme dos X-Men ou está curioso para ver o do Homem-Aranha, Marvel Século 21 é recomendável. Para quem gosta dos personagens, mas não está aguentando a má fase nas Premium da Abril, também. Pro resto, recomendo a New X-Men, escrita por Grant Morrison.
Para quem quer ler, tem uma pancada de edições no site da Marvel e uma ou duas no Zip Kids. Nunca consegui ler uma inteira na Zip Kids, sempre dá pau, mas quem sabe você tem sorte.
Para quem quer guardar as edições, dá para baixá las usando o Dot Comics Player. Mas R$4,50 não é tando assim, é? Compra, lê e dá para uma criança.
Depois escrevo sobre as outras. Me empolguei lendo os próximos números da Ultimate X-Men no site da Marvel. (RSF)
25.9.01
Já que comecei a baixaria, aproveito a oportunidade: limericks meio pornográficos, por Ethan Cohen. E Seduction for Dummies.
Agora chega de baixaria. Se quiser mais, as daqui são recomendadas. Ah, sim: tenha mais de 18 anos para poder ver. (RSF)
Agora chega de baixaria. Se quiser mais, as daqui são recomendadas. Ah, sim: tenha mais de 18 anos para poder ver. (RSF)
Provavelmente é mentira. Se não for, a história é mais trágica que cômica.
Eu sei que é baixo astral, mas esses dramas humanos me emocionam. (RSF)
Eu sei que é baixo astral, mas esses dramas humanos me emocionam. (RSF)
Os eventos em Nova Iorque - assim como os de Columbine e aquela menina que escorregou numa casca de banana e o Pato Donald que se demitiu e... - fizeram o povo americano ficar sério de repente. Como sempre, está sendo proclamada a morte de alguma coisa, desta vez da ironia. Ao mesmo tempo, lá vai alguém descobrir - ou lembrar - que "The ironist is ironical, not because he does not care, but because he cares too much."
Nas sábias palavras de Neo: Wow!
Se essa retração da ironia for acompanhada por uma diminuição dos :) para indicar piadas, eu agradeço. (RSF)
Nas sábias palavras de Neo: Wow!
Se essa retração da ironia for acompanhada por uma diminuição dos :) para indicar piadas, eu agradeço. (RSF)
24.9.01
Move yourselves! We're going monstering!Spider Jerusalem, Transmetropolitan 27, 11.99 (RSF)
Mostering. Fine old journalistic art. Like Kung Fu. It´s the art of abusing people. Of ambushing them with questions, following them with questiones, hounding them with questions, driving them to their fucking graves with questions.
It´s sort of like being a photographer, except we've never killed any royalty doing it.
Yet. Good things come to those who wait.
(...)
It´s about the journalism of attachment.
Monstering is about giving something back to these bastards, these people whom we somehow let run our goddamn lives for us. Giving them a taste of what it means to be us. Every law that curbs my basic human freedoms; every lie about the things I care for; every crime commited against me by their politics - that´s what makes me get up and hound these fuckers, and I'll do it until the day I die, or until my brain vries up or somethng.
That's waht we achieve. We show them they're accountable. We show them that just as they try to herd us back into cages of mediocrity, we can chase them back to fucking Hell with the Truth.
It´s the journalism of attachment. It´s caring about the world you report on. Some people say that's bad journalism, that there should be a detached, cold, unbiased view of the world in our new media. And if that's what you want, there are security cameras everywhere that you could watch tapes of.
I want to see humans talking about human life, personally. I want to see people who give a shit about the world. I want...
I want to see possessed journalists!
Você já julgou um livro por sua capa? Ou - melhor ainda, pelo menos do ponto de vista das editoras - já comprou um livro por conta da capa? Foi atraído por ela, deu uma olhada no texto da contracapa, nas orelhas e decidiu comprar?
Se nunca, as editoras estão perdendo tempo. Mas eu duvido. (RSF)
Se nunca, as editoras estão perdendo tempo. Mas eu duvido. (RSF)
23.9.01
Quase todo mundo que eu estava esperando já falou sobre o World Trade Center. Mais um para a lista: Jean Baudrillard. Impressionante como cara tem que falar alguma coisa absurdamente despropositada, mesmo que no meio de várias outras interessantes e razoáveis.
Agora fica faltando só Umberto Eco. (RSF)
Agora fica faltando só Umberto Eco. (RSF)
Se você está procurando o que ler para entender esse negócio de "Cibercultura", o JB dá umas dicas. Além desses - dos quais só li o altamente recomendável Cultura da Interface - vale dar uma olhada no Cibercultura do Piérre Levy. (RSF)
22.9.01
Você deve ter recebido uns e-mails com umas análises "cabalísticas" do atentado ao WTC, mostrando que o número 11 está envolvido de algum modo com a história toda. E aquele que diz que a fonte Wingding produz uma série de símbolos sinistros sobre o atentado. Ou qualquer outra mensagem com dados de questionável veracidade sobre o evento. (RSF)
Hoje fiquei pulando de texto em texto e - tirando uns gibis velhos e uns artigos numa das Cult de ontem - não terminei nada. Só coisas curtinhas, blogs e coisas do tipo. Nada que já não tenha indicado aqui, acho.
Uma coisa legal que li hoje foi um conto, chamdo Tommaso Landolfi e a Ficção Narcisista - Uma História de Palavras e Impossibilidades, de Vera Horn - que é tradutora e fez a tese de mestrado dela sobre Tommaso Landolfi.
Tive uma idéia enquanto lia esse conto. Como não anotei e fui ler outras coisas e ter outras idéias, esqueci o que era. Mas algo saiu de lá assim mesmo.
O conto saiu na Cult 40 e não está no site. (RSF)
Uma coisa legal que li hoje foi um conto, chamdo Tommaso Landolfi e a Ficção Narcisista - Uma História de Palavras e Impossibilidades, de Vera Horn - que é tradutora e fez a tese de mestrado dela sobre Tommaso Landolfi.
Tive uma idéia enquanto lia esse conto. Como não anotei e fui ler outras coisas e ter outras idéias, esqueci o que era. Mas algo saiu de lá assim mesmo.
O conto saiu na Cult 40 e não está no site. (RSF)
21.9.01
Dia de Livro Novo
Fui passear na Feira do Livro hoje e - o melhor de tudo - com meus pais. Resultados:
- Assinatura da Cult e o ano passado todo de brinde.
- Finnegan´s Wake, do James Joyce, na edição bilingüe do Donaldo Schüler. A edição está bem cuidada, com papel bom, capa dura, notas e até ilustrações. Sei que vai ser um exercício de implicância com a tradução do cara, mas parte do prazer vai vir disso. Espero que as outras partes saiam.
- O Espaço Crítico, Paul Virilio, e O Poder da Identidade, segunda parte da trilogia A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura do Manuel Castells. Livros para meu trabalho de conclusão de curso, pagos pelo "Governo" da minha casa.
Como sempre, sofri de siricotico extremo na feira, querendo arrastar uma pancada de coisas pra casa. E como sempre, faltou muita coisa na feira. Principalmente algum stand que tivesse histórias em quadrinhos. Achei a feira pior que ano passado (pesar de ter arrancado mais livros das autoridades), reflexos da crise, para terminar com clichê. (RSF)
Fui passear na Feira do Livro hoje e - o melhor de tudo - com meus pais. Resultados:
- Assinatura da Cult e o ano passado todo de brinde.
- Finnegan´s Wake, do James Joyce, na edição bilingüe do Donaldo Schüler. A edição está bem cuidada, com papel bom, capa dura, notas e até ilustrações. Sei que vai ser um exercício de implicância com a tradução do cara, mas parte do prazer vai vir disso. Espero que as outras partes saiam.
- O Espaço Crítico, Paul Virilio, e O Poder da Identidade, segunda parte da trilogia A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura do Manuel Castells. Livros para meu trabalho de conclusão de curso, pagos pelo "Governo" da minha casa.
Como sempre, sofri de siricotico extremo na feira, querendo arrastar uma pancada de coisas pra casa. E como sempre, faltou muita coisa na feira. Principalmente algum stand que tivesse histórias em quadrinhos. Achei a feira pior que ano passado (pesar de ter arrancado mais livros das autoridades), reflexos da crise, para terminar com clichê. (RSF)
20.9.01
TV: Pollsters are reporting record low turnout this election day, with yet more people bemoaning the continued necessity to actually drag your fucking carcass to a polling station to vote...Uma discussão durante uma festa, Transmetropolitan 24, 08.99 (RSF)
1: Well, you can see their point. We´re wired up to the ass, but we have to, you know, turn up and pull levers and stuff. It´s just archaic.
2: It´s tradition.
1: "Tradition": one of those words conservative people use as a shortcut to thinking.
2: Bullshit. It´s the word we use with respect to protect old things that work. Don´t act like ignorance of your culture is an excuse for being a prick.
1: Oh, fuck you. What, we´re not allowed to continue growing up? That´s like telling cripples it´s traditional to spend the rest of their lifes on crutches, rather than getting a neural regen package.
2: What it is, is breaking a classic statue and replacing it with a big Ebola Cola floater ad.
Qual a razão da perda da superioridade que a Inglaterra tinha em relação à Italia do final da Segunda Guerra para cá? Que tal a corrupção da burocracia italiana? Aí uma idéia que nunca tinha passado pela minha cabeça.(RSF)
19.9.01
Descobri mais uma tira legal: Chopingblock. A tira conta episódios da vida de Butch, um maníaco à Jason, com máscara de hockey e tudo.
Brincando com alguns clichês dos filmes de terror de forma muito mais divertida que Pânico, Chopingblock é muito bem desenhada e - estranhamente - bastante triste em alguns momentos. (RSF)
Brincando com alguns clichês dos filmes de terror de forma muito mais divertida que Pânico, Chopingblock é muito bem desenhada e - estranhamente - bastante triste em alguns momentos. (RSF)
18.9.01
Além de um capítulo da As Tecnologias da Inteligência, do Pierre Lévy, só li de interessante um textinho sobre as razões dos uniformes nas hqs. Bom, apesar de tentar cobrir muito terreno em pouco espaço.
Estou ficando de saco cheio de ler sobre a terça passada, mas o que mais me manteve longe das letrinhas hoje foi um programa de computador: passei o dia brincando com o Adobe Premiere. (RSF)
Estou ficando de saco cheio de ler sobre a terça passada, mas o que mais me manteve longe das letrinhas hoje foi um programa de computador: passei o dia brincando com o Adobe Premiere. (RSF)
16.9.01
Todo mundo que já veio aqui mais de uma vez sabe quem é Grant Morrison e da sua preocupação simultânea com a Sociedade do Espetáculo, magia, os media e a conteiporaneidade em geral.
Ele - como todo mundo - escreveu sobre o ocorrido em Nova Iorque. Em nove perspectivas diferentes, entre elas a mágica e a da Playboy. (RSF)
Ele - como todo mundo - escreveu sobre o ocorrido em Nova Iorque. Em nove perspectivas diferentes, entre elas a mágica e a da Playboy. (RSF)
Even the slow places are fast, here.
Yeah, I know that doesn´t make much sense. The reaction is like having a stroke. You can never find the rigth way to put things. Even in a quiet place, all the changes still hit you. The future is a dense place. Everything you look at tells you it´s the future. But everything you hear is the same old same old.
We all watch the news, you know. Even with all that website crap going on all the screen, it´s kind like soothing. Just like home, you see.
A bit of twentieth century every night at six.
Mary, habitante do século XX recém-desperta de criogênia. Transmetropolitan 22, de Warren Ellis, 06.99. (RSF)
15.9.01
Às vezes ele se repete, mas Luís Fernando Veríssimo é muito bom. Semana passada recebi uma crônica muito legal dele: Metamorfose (baseada em qual autor todo mundo já sabe). (RSF)
Enquanto tem gente reclama da cobertura do World Trade Center pelas redes de televisão (é só rolar a página para ver), tem gente que dá parabéns. (RSF)
You want to know what I believe in? I believe in getting trough the day. I believe in knowing your station. I believe in living somewhere quiet.O Presidente dos Estados Unidos, em entrevista a Spider Jerusalem; Transmetropolitan21, de Warren Ellis, 05.99 (RSF)
(...)
Look, my job isn't to make everything beautiful. My job isn't to make living life a good time. My job is to keep the majority of this country alive. That´s it.
If fifty-one percent eat a meal tomorrow and forty-nine percent don't, I've done my job. This is the fucking absolute limit of what can be done. Anyone who says otherwise is a con artist. My job is just to keep things the way they are. Everyone stays the same.
I do the job. I keep the money coming. I provide the television and a few spare dollars and space for a fuck or two. You might not like that. You migth not think that´s the way a president should behave.
But, you know... that's fuckin' tough.
14.9.01
Você provavelmente já conhece o Hot or Not (onde o cisitante dá notas para as fotos de pessoas no site) ou o Stranger in Your Bed (onde o negócio é dizer qual das duas pessoas você prefere). Daí o pessoal da Nerve pega uma repórter e coloca na rua, para fazer umHot or Not ao vivo. (RSF)
13.9.01
Dia de Gibi Novo: Transmetropolitan, Top Ten e Marvel Boy 3
Peguei uma pancada de gibis hoje. Quase todos num rolo com um amigo, um na banca.
Deixe as Top Ten, de Alan Moore e Gene Ha, para depois. A série tem foco numa delegacia em uma cidade onde todo mundo tem super-poderes. Vamos ver.
Marvel Boy continua no mesmo esquema dos números anteriores, que já comentei antes: muita pancadaria, algumas idéias interessantes no meio. No geral, mellhor que a maiorias das coisas publicadas nas Premium da Abril. Apesar de ser muito inferior a JLA - Invisíveis nem se fala - eu gostaria de ver mais coisas como Marvel Boy por aí, principalmente na tevê.
Já as Transmetropolitan, escritas por Warren Ellis, estão excelentes. Os números que peguei trazem as histórias The New Scum, umas histórias de uma edição e Lonely City. Até agora só li The New Scum.
Para não colocar o carro na frente dos bois, Transmetropolitan é uma ficção cyberpunk, que mostra a rotina do jornalista Spider Jerusalem (um remix de Hunter Thompson) de volta à Cidade, depois de alguns anos fora. Como toda a ficção cyberpunk, Transmetropolitan traz um cenário sobrecarregado de imagens e temas que estão diretamente relacionados com o presente; uma espécie de comentário do panorâma do momento da escrita.
A Cidade desenvolvida por Ellis parece muito com qualquer grande cidade hoje, só que mais: mais gente, mais variedade, mais malucos, mais fria, mais limpa... A tecnologia aparece muito na história, mas na maior parte do tempo é só plano de fundo, interferindo muito pouco no destino das histórias ou servindo como metáfora para situações atuais (pessoas despertas de criogênia em lugar de refugiados e sem-teto; gente que mexe com seu DNA para se tornar alienígena sofrendo o tratamento que ainda hoje é dispensado a negros e homossexuais).
The New Scum conta as aventuras de Jerusalem durante as últimas semanas da eleição presidencial de sabe-se lá que ano. Uma eleição daquelas em que realmente não há um candidato melhor e - tanto por isso quanto por hábito - ninguém presta a mínima atenção. Dá vontade de tirar cópias e sair distribuindo por aí, para aqele pessoal que diz que "não tem político que presta e tanto faz votar ou não votar". Claro que provavelmente eles iam dizer que o jornalista maluco devia deixar o povo em paz, mas quem sabe?
Na Amazon tem a maioria das histórias de Transmetropolitan; o primeiro volume é Back on the Street. (RSF)
Peguei uma pancada de gibis hoje. Quase todos num rolo com um amigo, um na banca.
Deixe as Top Ten, de Alan Moore e Gene Ha, para depois. A série tem foco numa delegacia em uma cidade onde todo mundo tem super-poderes. Vamos ver.
Marvel Boy continua no mesmo esquema dos números anteriores, que já comentei antes: muita pancadaria, algumas idéias interessantes no meio. No geral, mellhor que a maiorias das coisas publicadas nas Premium da Abril. Apesar de ser muito inferior a JLA - Invisíveis nem se fala - eu gostaria de ver mais coisas como Marvel Boy por aí, principalmente na tevê.
Já as Transmetropolitan, escritas por Warren Ellis, estão excelentes. Os números que peguei trazem as histórias The New Scum, umas histórias de uma edição e Lonely City. Até agora só li The New Scum.
Para não colocar o carro na frente dos bois, Transmetropolitan é uma ficção cyberpunk, que mostra a rotina do jornalista Spider Jerusalem (um remix de Hunter Thompson) de volta à Cidade, depois de alguns anos fora. Como toda a ficção cyberpunk, Transmetropolitan traz um cenário sobrecarregado de imagens e temas que estão diretamente relacionados com o presente; uma espécie de comentário do panorâma do momento da escrita.
A Cidade desenvolvida por Ellis parece muito com qualquer grande cidade hoje, só que mais: mais gente, mais variedade, mais malucos, mais fria, mais limpa... A tecnologia aparece muito na história, mas na maior parte do tempo é só plano de fundo, interferindo muito pouco no destino das histórias ou servindo como metáfora para situações atuais (pessoas despertas de criogênia em lugar de refugiados e sem-teto; gente que mexe com seu DNA para se tornar alienígena sofrendo o tratamento que ainda hoje é dispensado a negros e homossexuais).
The New Scum conta as aventuras de Jerusalem durante as últimas semanas da eleição presidencial de sabe-se lá que ano. Uma eleição daquelas em que realmente não há um candidato melhor e - tanto por isso quanto por hábito - ninguém presta a mínima atenção. Dá vontade de tirar cópias e sair distribuindo por aí, para aqele pessoal que diz que "não tem político que presta e tanto faz votar ou não votar". Claro que provavelmente eles iam dizer que o jornalista maluco devia deixar o povo em paz, mas quem sabe?
Na Amazon tem a maioria das histórias de Transmetropolitan; o primeiro volume é Back on the Street. (RSF)
Sou dono de jornais, mas não gosto de deles. Encaro-os como uma constante ameaça ao que nos resta de privacidade. Os gritos constantes em favor da liberdade de imprensa, com alguma honrosas exceções, significam liberdade para lidar com escândalos, crimes, sexo, sensacionalismo, ódio, alusões indiretas e os usos políticos e financeiros da propaganda. Um jornal é um negócio feito para faturar através das vendas de publicidade. Esta é uma pré-condição à sua circulação e você sabe do que a circulação depende.Harlan Potter - um velho meio ranzinza mas com certa razão - em O Longo Adeus, de Raymond Chandler (RSF)
Achei um artigo que um crítico de música clássica defendendo a camisa. Mais do que isso, respondendo à maioria daquelas frasesinhas que se dizem sobre os críticos. E muito bem. Apesar de breve, a autor faz uma análise interessante das posturas possíveis de um crítico, seja qual for seu ramo.
Certos críticos de uma revista nacional de cultura fariam muito bem em ler o artigo todos os dias de manhã. (RSF)
Certos críticos de uma revista nacional de cultura fariam muito bem em ler o artigo todos os dias de manhã. (RSF)
12.9.01
Existe a macia e alcoólica loira que está a fim e não se importa com a roupa que veste desde que seja um mink, ou para onde vai desde que seja o Starligth Roof, onde tem um champanha seco à beça. Existe a pequena e viva loira, um pouco pálida, que faz questão de pagar sua parte e vive cheia de raios de sol, bom senso, e sabe lutar judô, e pode puxar um chofer de caminhão por cima do ombro sem perder mais que uma linha do editorial da Saturday Review. Há a loira pálida com anemia de algum tipo não fatal mas incurável. É bem lânguida, bem sombria e fala macio sobre qualquer coisa. Você não pode tocar um dedo nela porque, em primeiro lugar, você não está a fim, e, em segundo lugar, ela está lendo The Waste Land ou Dante no original, ou Kafka ou Kierkegaard - ou então está estudando provençal. Ela adora música e quando a Filarmônica de Nova Iorque toca Hiendemith é capaz de dizer qual dos seis contrabaixos vai aparecer num quarto de compasso depois. Ouvi falar que Toscanini também consegue isso. São dois, portanto.Philip Marlowe, em O Longo Adeus, de Raymond Chandler. (RSF)
E por último existe aquela maravilha que vai fazer hora com três gangsters da pesada e depois se casar com alguns milionários, um milhão por cabeça, e termina a vida com uma villa rosa-pálido em Cap d'Antibes, um Alfa-Romeo equipado com piloto e co-piloto, e um rebanho de sólidos aristocratas, sendo que cada um deles ela irá tratar com uma afeição distraída, como se fosse um velho duque dizendo boa-noite ao seu mordomo.
Este sonho ali no bar não era nenhuma dessas loiras, nem mesmo deste mundo.
Todos os blogs que vi hoje - até aquele que nunca tinha entrado - estão tratando do mesmo assunto, não importando de onde seja. Pena que o pessoal no Oriente Médio não usa esssas coisas: ia ser bem interessante saber o que eles estão dizendo, supondo que eles fizessem o favor de escrever em alguma língua compreensível (e como é que se escreve em árabe com esses teclados?). (RSF)
Passei o dia todo em casa, entre tv e Internet e só confirmei: jornalismo televisivo é uma merda. Tudo bem que não tenho CNN, mas as redes brasileiras não fizeram mais que reprisar e reprisar as imagens - que já vimos uma pancada de vezes em filmes. Nada de análises, nem de históricos (e nesse exato instante Arnaldo Jabor vai falando as besteiras de sempre; estranho como o discurso dele é barroco). Das redes que vi (Globo, SBT, Record e Bandeirantes) única exceção foi uma matéria na Bandeirantes, justamente sobre o medo e fascínio do terrorismo que aparece nos filmes americanos.
Impressionante a falta de memória dos redatores de telejornalismo; não sei quantas vezes ouvi que "o terror é o novo inimigo". Me lembro de ter ouvido isso no final dos anos 80, de ter lido artigos sobre isso durante toda a década passada. Claro que esse entra pro Guinnes, mas dizer que o terrorismo é novidade é falta de pesquisa. Eles nem podem dizer que passaram o dia fazendo as matérias, já que o único trabalho foi traduzir.
E lá vai algum grande diretor de jornalismo colocar um "médium" para falar que Nostradamus previu isso. Em vez de tentar explicar o que está acontecendo, mais pânico e espetáculo. Cadê os comentaristas políticos, os historiadores, os geógrafos, os economistas? Em vez disso, o povo nas ruas...
A cobertura na rede foi obviamente melhor, mesmo na rede brasileira. Quer dizer, na pequena rede brasileira. Tirando o no.com.br, CNN requentada. Apesar da falta de notícias propriamente ditas na maioria dos blogs os comentários estavam bons.
E lá vai o Afeganistão ser bombardeado, sem ninguém saber quem foi o responsável pelos ataques nos EUA ou lá. Estou torcendo com todas as forças que tenha sido um grupo americano, de preferência ligado à NRA, que tenha organizado o negócio - como o prédio que explodiram em Oklahoma há alguns anos.
Mais do que raiva dos americanos que estão pedindo retaliação imediata, fico puto com os imbecis que ficam naquele tom de "bem feito", como se cada um dos mortos tivesse culpa das políticas externas americanas e como se isso fosse realmente causar alguma mudança nas concentrações de poder. Como se isso não fosse causar xenofobia, mais mortes, agravar a recessão mundial.
E lá vai o fantástico presidente americano usar isso de argumento para pedir dinheiro para o Guerra Nas Estrelas.
Nada de textinho linkado, já que é muita coisa. Vai de lista mesmo.
National Review - America´s Premier Conservative Website; todas as manchetes dão uma idéia do que vai ser dito nos próximos meses. Coisa como:
Slate - Revista especializada em jornalismo político.
The New Theater of War
How Good Were the WTC Pilots
An Internet Guide
Why the Skyscrappers Collapsed
Salon
The new breed of terrorism
A presidency challenged
Table Talk - Fórum de discussão
Casa Branca
Statement by the President in His Address to the Nation
Blogs
Cris Dias - Um brasileiro morando em NY, se concentrando na reação dos americanos
Slashdot - Um dos fóruns de discussões mais conceituados na rede
Foi mal o tom exasperado. Prometo que não se repete tão cedo. (RSF)
Impressionante a falta de memória dos redatores de telejornalismo; não sei quantas vezes ouvi que "o terror é o novo inimigo". Me lembro de ter ouvido isso no final dos anos 80, de ter lido artigos sobre isso durante toda a década passada. Claro que esse entra pro Guinnes, mas dizer que o terrorismo é novidade é falta de pesquisa. Eles nem podem dizer que passaram o dia fazendo as matérias, já que o único trabalho foi traduzir.
E lá vai algum grande diretor de jornalismo colocar um "médium" para falar que Nostradamus previu isso. Em vez de tentar explicar o que está acontecendo, mais pânico e espetáculo. Cadê os comentaristas políticos, os historiadores, os geógrafos, os economistas? Em vez disso, o povo nas ruas...
A cobertura na rede foi obviamente melhor, mesmo na rede brasileira. Quer dizer, na pequena rede brasileira. Tirando o no.com.br, CNN requentada. Apesar da falta de notícias propriamente ditas na maioria dos blogs os comentários estavam bons.
E lá vai o Afeganistão ser bombardeado, sem ninguém saber quem foi o responsável pelos ataques nos EUA ou lá. Estou torcendo com todas as forças que tenha sido um grupo americano, de preferência ligado à NRA, que tenha organizado o negócio - como o prédio que explodiram em Oklahoma há alguns anos.
Mais do que raiva dos americanos que estão pedindo retaliação imediata, fico puto com os imbecis que ficam naquele tom de "bem feito", como se cada um dos mortos tivesse culpa das políticas externas americanas e como se isso fosse realmente causar alguma mudança nas concentrações de poder. Como se isso não fosse causar xenofobia, mais mortes, agravar a recessão mundial.
E lá vai o fantástico presidente americano usar isso de argumento para pedir dinheiro para o Guerra Nas Estrelas.
Se alguns weblogs como o de Dave Winer funcionaram como um fórum, uma rede solidária de informação, ora sensata, ora desvairada, outros paralisaram as ações. Despacharam todos para outras mídias, com a mensagem do tipo "corram para as tevês, liguem os rádios". Nem todos aprenderam ainda como lidar com a rede.Pedro Doria, no No.com.br
Nada de textinho linkado, já que é muita coisa. Vai de lista mesmo.
National Review - America´s Premier Conservative Website; todas as manchetes dão uma idéia do que vai ser dito nos próximos meses. Coisa como:
We are, after all, the first people in human history to believe that peace is the normal condition of mankind, and thus we have never been prepared for our enemies' attack. We were torpedoed into the First World War on the North Atlantic. We were providentially bombed into the Second World War in the Pacific. We were roused from our dreams of peace by Stalin and forced into the Cold War. And we were dragged, kicking and screaming, into the Gulf War by Saddam.Ceeeeeeeeerto...
Slate - Revista especializada em jornalismo político.
The New Theater of War
How Good Were the WTC Pilots
An Internet Guide
Why the Skyscrappers Collapsed
Salon
The new breed of terrorism
A presidency challenged
Table Talk - Fórum de discussão
Casa Branca
Statement by the President in His Address to the Nation
Blogs
Cris Dias - Um brasileiro morando em NY, se concentrando na reação dos americanos
Slashdot - Um dos fóruns de discussões mais conceituados na rede
Foi mal o tom exasperado. Prometo que não se repete tão cedo. (RSF)
11.9.01
iA capa da primeira Wired em um bom tempo que tive vontade de comprar: Is Japan still the future? Além do tema - que otaku não se interessa pelo Japão? - a edição era puro eye candy.
A resposta é sim, o Japão continua no futuro, em alguns aspectos pelo menos. Claro que com William Gibson escrevendo é fácil.
Ah, sim: eu não sou otaku coisa nenhuma. Mas precisava de uma palavra para colocar mais um link. (RSF)
A resposta é sim, o Japão continua no futuro, em alguns aspectos pelo menos. Claro que com William Gibson escrevendo é fácil.
Ah, sim: eu não sou otaku coisa nenhuma. Mas precisava de uma palavra para colocar mais um link. (RSF)
It´s all lies.Mason lang, in The Invisibles, 22, vol. 2 (Fevereiro, 1999) (RSF)
I remember looking at the Liberty Bell in Philadelphia when I was a little kid. That´s what I love about illusions; they´re right up there in front of you but somehow you don´t see them...
...until you do... and I saw that I lived in a world where the symbol was more important then the reality. Where the menu is supposed to taste better then the meal.
They´re bombing Planet Hollywood... Those terrorists know exactly where the power lies.
You wonder why the children of America are obsessed with death? You wonder why rock groups that look like corpses and zombie comic-book heroes are so goddamn popular here?Colonel Fiday, in The Invisibles, 14, vol. 2 (Abril, 1998)
It´s just the same way your victorians loved their tombs and seances and murders. The American Empire dead and does not know it. Like your empire before it, it´s only aware of the truth in its sleep.
Fudeu
Acho que esses atentados são da coisas mais absurdas e fora de escala que já vi na vida. Tudo bem que ainda posso não ter digerido a notícia, mas lembro de poucas coisas no nível. E o pior é que o presidente americano é um machão texano: o imbecil já garantiu retaliação!. (RSF)
Acho que esses atentados são da coisas mais absurdas e fora de escala que já vi na vida. Tudo bem que ainda posso não ter digerido a notícia, mas lembro de poucas coisas no nível. E o pior é que o presidente americano é um machão texano: o imbecil já garantiu retaliação!. (RSF)
Having a deep voice and kind of being physically imposing, you tend to find that you can talk almost any old rubbish and can make it sound creepy.Alan Moore, em uma matéria sobre a adaptação de From Hell para o cinema.
A matéria é extensa e muito boa, com informações sobre Moore que eu nunca tinha encontrado antes. Você sabia que ele foi expulso da escola aos 17 anos por vender ácido? Nem eu. (RSF)
E continua o mistério dos cds explosivos. Se você tem um drive da Creative, cuidado: todos os casos envolvem aparelhos desta marca. (RSF)
10.9.01
Um dos perigos de estudar são as deformações que se sofre no pensamento. Um advogado, médico, jornalista ou engenheiro vão passar a enxergar diversas questões de um ponto de vista estranho, que muitas vezes parece totalmente maluco.
Como os economistas que pensam em coisas como preços de ingressos e a altura de edifícios. (RSF)
Como os economistas que pensam em coisas como preços de ingressos e a altura de edifícios. (RSF)
6.9.01
Fay Walde - uma inglesa autora de mais de 20 romances - escreveu um romance a pedido da joalheria Bulgari, no qual a marca deveria aparecer pelo menos dez vezes. Ao invés disso, ela resolveu escrever um romance sobre jóias, que inicialmente foi distribuído para clientes da marca.
Os agentes da escritora gostaram e o livro vai ser lançado nas livrarias. Obviamente, autores e críticos estão divididos sobre o que acham do acordo. Outros estão pensando sobre oportunidades perdidas. (RSF)
Os agentes da escritora gostaram e o livro vai ser lançado nas livrarias. Obviamente, autores e críticos estão divididos sobre o que acham do acordo. Outros estão pensando sobre oportunidades perdidas. (RSF)
Falando em "Tolerância Zero" e quadrinhos, encontrei semana passada uma hq que trata dos tão falados (e raros) tiroteios nas escolas americanas. Na história - que nunca foi publicada - há uma investigadora que encontra um mesmo homem em todas as fitas de uma série de assassinatos em escolas. Para quem sabe quem é, o homem é John Constantine.
Se você quiser ler a história de novo, recomende que você guarde em seu computador, já que a editora pode pedir ao dono da página que a tire do ar. (RSF)
Se você quiser ler a história de novo, recomende que você guarde em seu computador, já que a editora pode pedir ao dono da página que a tire do ar. (RSF)
Dia de Gibi Novo: Marvel Boy 2
Comprei hoje a segunda parte (de três) de Marvel Boy. Apesar de continuar bem distante dos trabalhos mais sérios de Morrison, esse número foi bem mais divertido, principalmente a primeira história, na qual uma corporação viva alienígena está começando a tomar conta da Terra. Um tanto Invisíveis remixado, mas bem melhor do que toda a linha de super-heróis da Abril no momento.
Uma coisa me ocorreu agora: o quanto Marvel Boy é semelhante a Zenith, apesar de não ser inovador (em grande parte por conta do próprio trabalho de Morrison na série).
Além da revista que comptei, ocorreu o milagre de ficar com vontade de comprar outros quadrinhos na banca. Sei que ia me arrepender, mas Terra X, Superman & Gen 13 e WILDCats vc Aliens (Ellis e Sprouse, particularmente tentadora) também me atraíram. Ainda bem que só tinha dinheiro na mão para comprar uma. Mas se alguém que lê isso aqui comprou e puder me emprestar, agradeço. (RSF)
Comprei hoje a segunda parte (de três) de Marvel Boy. Apesar de continuar bem distante dos trabalhos mais sérios de Morrison, esse número foi bem mais divertido, principalmente a primeira história, na qual uma corporação viva alienígena está começando a tomar conta da Terra. Um tanto Invisíveis remixado, mas bem melhor do que toda a linha de super-heróis da Abril no momento.
Uma coisa me ocorreu agora: o quanto Marvel Boy é semelhante a Zenith, apesar de não ser inovador (em grande parte por conta do próprio trabalho de Morrison na série).
Além da revista que comptei, ocorreu o milagre de ficar com vontade de comprar outros quadrinhos na banca. Sei que ia me arrepender, mas Terra X, Superman & Gen 13 e WILDCats vc Aliens (Ellis e Sprouse, particularmente tentadora) também me atraíram. Ainda bem que só tinha dinheiro na mão para comprar uma. Mas se alguém que lê isso aqui comprou e puder me emprestar, agradeço. (RSF)
5.9.01
Ignoring the fact that teenagers are getting less, not more, violent, legislators have passed a raft of punitive and ineffectual laws clamping down ever more tightly on youth. They can't seem to do anything that would really help ... So they decide to do something, even if it's stupid.A melhor definição que já vi da política de "Tolerância Zero" nas escolas americanas. Mesmo que o assunto pareça estar bem distante, não custa muito para que algum senador ou deputado lembre que tem eleição ano que vem e decida copiar a "solução" americana para o problema da violência nas escolas.
Afinal, já está se propoponda cotas para os negros na Universidade. Como se as relações raciais aqui e lá fossem idênticas (e como se a ausência dos negros na Universidade não tivesse nada a ver com a qualidade das escola públicas).
Acho que essa "polêmica" é a coisa que mais tem me emputecido nos púltimos tempos. Mas ainda não li a Bravo! deste mês (que já está em cima da cama de minha irmã). (RSF)
Li em algum canto - provavelmente em algum texto sobre perversões sexuais - que no fundo todo mundo quer saber que é normal, que não é o único rabino que quer ser amarrado e espancado enquanto sua esposa come carne de porco aos seus pés. Descobri que não sou o único a sonhar com escritores de quadrinhos. O Hector, do Escritório Noturno, também tem dessas de vez em quando.
Só para deixar registrado: eu não sou o rabino da fantasia acima. (RSF)
Só para deixar registrado: eu não sou o rabino da fantasia acima. (RSF)
4.9.01
Use highly subversive marketing skills to attract attention to the fact that you are producing income from your narratological presence, and successfully transform that attention into its own media-virus or cultural meme that solidifies your brand-name as one of the industry leaders.O oitavo passo (de dez) que Mark Amerika recomenda para quem quer ser um artista na Internet. (RSF)
3.9.01
Eu já sabia que cds de baixa qualidade tinham a tendência a estragar, fazendo o dono perder dados e ficar muit, muito puto. Mas que eles podem explodir é novidade.
Não imaginava que os cds fossem frágeis assim, principalmente depois de já ter destruído alguns de formas diferentes. Cada passatempo que eu já tive... (RSF)
Não imaginava que os cds fossem frágeis assim, principalmente depois de já ter destruído alguns de formas diferentes. Cada passatempo que eu já tive... (RSF)
Blog novo: o InternETC, da Cora Rónai, editora do caderno Informática ETC do Globo. Encontrado via Pedro Doria, o blog disfarçado de coluna.
(RSF)
(RSF)
Cerca de 35 bilhões de dólares foram investidos - por empresas particulares - na construção de linhas de fibra ótica nos EUA. Como a conexão com as residências ainda não foi feita, a maior parte desses canais estão vazios e dando prejuízo. Mas ter prejuízo na construção de infra-estrutura já é hábito para essas empresas, que também apostaram no sistema ferroviário, telefônico e telegráfico.
É interessante notar como os modelos privados de lá - usados como forma de justificar as privatizações daqui - são diferentes. Lá, investimentos na construção, depois (talvez) lucro. Aqui, compra a preço de banana, lucro certo, prejuízo para a população, falha nos serviços. (RSF)
É interessante notar como os modelos privados de lá - usados como forma de justificar as privatizações daqui - são diferentes. Lá, investimentos na construção, depois (talvez) lucro. Aqui, compra a preço de banana, lucro certo, prejuízo para a população, falha nos serviços. (RSF)
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